sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Funcionários do hospital de Inhapim buscam apoio do prefeito para resolver problemas administrativos e receber 13º

 Funcionários do Hospital São Sebastião, em Inhapim, afligidos pela crise administrativa pela qual atravessa a Sociedade Beneficente Hospital São Sebastião de Inhapim (SOBEHI), procuraram o prefeito Grimaldo Bicalho (PMDB) atrás de apoio para tentar receber o 13º salário e resolver outras questões de ordem interna. A reunião, convocada pelos próprios funcionários, aconteceu nesta quinta-feira, dia 31, na sede do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), com a presença de funcionários de vários departamentos, como enfermagem, administração, financeiro, serviços gerais e outros, que expuseram suas preocupações com os rumos administrativos tomados pela direção da entidade, sob responsabilidade de Tasso Alves.
Os funcionários relataram problemas graves, como a falta de médicos, medicamentos, equipamentos, transferências de pacientes à revelia, alimentos básicos e itens de cozinha e, sobretudo a ausência de suporte e orientação administrativa, que prejudicam muito os atendimentos. “Não é só não receber o 13º salário que nos preocupa, mas principalmente não poder produzir com qualidade por falta de itens básicos de serviço. Isso causa uma angústia muito grande em nós funcionários, que ficamos sem perspectivas de futuro enquanto carreira; as transferências de pacientes sem critérios também representam um problema. Por qualquer motivo pacientes com problemas simples de saúde são mandados para Caratinga ou Ipatinga”, relatou uma enfermeira, que trabalha há onze anos hospital.
Outra funcionária da administração revelou que “já aconteceu de médicos pagando contas de água e luz para funcionários por causa do atraso de salários” e uma terceira contou que a despensa da cozinha até chegou a ser furtada “por gente passando necessidades em casa”.
Diante da crise, as prefeituras da região, que antes colaboravam com repasse de subvenções, se afastaram do hospital, aumentando ainda mais os problemas financeiros e administrativos. Desde 2005, a direção não apresenta prestação de contas – o que é exigido por lei uma vez que o hospital recebe verbas públicas, municipais, estaduais e federais. Durante a transição de governo, de 2008 para 2009, os prefeitos eleitos pelas cidades da região que encaminham pacientes para atendimento no hospital se reuniram propondo assumir a direção, na tentativa de concentrar os atendimentos na unidade e evitar transferências para outros centros, além demonstrar amplo interesse em resolver os problemas administrativos. Mas a direção não aceitou.
Outro problema é a situação de inadimplência do hospital, que inviabiliza convênios, não permitindo o repasse de verbas públicas – exigência do Tribunal de Contas, que obriga a apresentação de certidões negativas de débito e prestação de contas para a liberação de recursos.
Mesmo com todos esses problemas o hospital, segundo relatos dos próprios funcionários, ainda atende, em média, 600 pacientes/mês e uma das propostas apresentada durante a reunião é a realização de uma Assembléia Geral, convocando a diretoria para buscar uma solução definitiva para os problemas administrativos. A expectativa é pela substituição da atual diretoria e mudanças no estatuto que rege a SOBEHI.
De acordo com o prefeito Grimaldo, as reivindicações dos funcionários serão analisadas, mas adianta que “a partir de agora o futuro do hospital depende exclusivamente de uma postura mais transparente por parte da própria diretoria”. Sobre o pagamento do 13º salário, ele garantiu que irá ajudar os funcionários, desde que haja uma mobilização para mudar a forma de gestão do hospital.
  A diretoria não se manifestou até o momento.

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